sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Honda põe equipe de F1 à venda; fechará se não houver comprador


LONDRES (Reuters) - A Honda decidiu abandonar a Fórmula 1 e fechar a equipe caso não apareça um comprador até o final do ano, disse à Reuters na quinta-feira uma fonte de uma equipe rival.

"Eles têm um mês para encontrar um comprador, do contrário vão fechar a equipe", afirmou essa fonte, citando ter recebido as informações de Ross Brawn e Nick Fry, diretores da equipe, durante uma reunião da Associação das Equipes da Fórmula 1.

"É muitíssimo triste para a Fórmula 1 ver uma equipe com a herança da Honda abandonar o esporte", acrescentou a fonte, para quem a notícia não é uma surpresa, já que a equipe vinha "aumentando gastos em um nível evidentemente insustentável".

Outra fonte informou que os funcionários receberão três meses de aviso prévio, a contar de janeiro, caso não surja um comprador. O próximo Mundial começa em 29 de março, na Austrália.

A Honda teve o brasileiro Rubens Barrichello e o britânico Jenson Button como pilotos este ano e testou os brasileiros Bruno Senna e Lucas Di Grassi para a temporada de 2009.

A equipe britânica não confirmou a notícia, que teria sido passada aos funcionários na fábrica numa reunião na quinta à noite. Um assessor de imprensa disse que a matriz divulgará nota na sexta-feira.

A Honda, segunda maior fábrica japonesa de automóveis, está com suas vendas afetadas devido à crise financeira global, e sua saída da F1 tem profundas implicações.

Para os pilotos, Button, que já estava confirmado para 2009, fica desempregado embora ainda tenham algumas vagas em outras equipes.

Bruno Senna, 25 anos, sobrinho do tricampeão Ayrton Senna, também pode ser prejudicado - ele estava sendo cotado para substituir Barrichello a partir de 2009.

O eventual fechamento da Honda também deixaria o grid com apenas 18 carros. Numa categoria que custa 1 bilhão de dólares por temporada, pode ser difícil encontrar um comprador em prazo tão escasso.

Fontes da categoria também temem que outros grandes fabricantes, afetados pela crise, sigam o exemplo. Além da Honda, a Toyota também tem feito grandes gastos na F1 nos últimos anos.

Brawn, que como ex-diretor-técnico da Ferrari venceu vários Mundiais na época de Michael Schumacher, foi contratado para dirigir a Honda no final de 2007, após tirar um ano sabático.

Apesar dos seus recursos, a Honda teve um 2008 pífio, e depositava suas esperanças nas novas regras que devem nivelar as equipes.

Button, que com a Honda venceu o GP da Hungria em 2006, marcou apenas 3 pontos neste ano. Barrichello fez 11. A equipe ficou em nono no Mundial de Construtores.

A última equipe a fechar foi a Super Aguri, que usava motores Honda. Eterna lanterninha, ela não suportou as pressões financeiras e desde abril deixou o britânico Anthony Davidson e o japonês Takuma Sato a pé.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Novo Gol chega ao México na versão esportiva GT



O novo Gol, lançado no Brasil em julho, começa a chegar ao mercado mexicano. O modelo abandona o nome de Pointer, como era batizado por lá, e passa adotar a mesma nomenclatura daqui. Já o Voyage, que também faz sua estréia no México, ganha o nome de Gol Sedan. Os preços começam nos 103.500 pesos (R$ 18.754).
(UOL)





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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Fiat 500 Alpine




Barrichello volta a testar pela Honda em Jerez


Tempos do veterano serão comparados aos de Bruno Senna na luta por vaga


Depois de vencer o Desafio de Kart em Florianópolis, Rubens Barrichello vai voltar a pilotar um F-1 na próxima semana. O piloto brasileiro foi chamado pela Honda para testar no circuito Jerez de la Frontera, na Espanha, entre os dias 8 e 11 de dezembro.

A equipe japonesa pretende aproveitar a experiência de Barrichello para ter mais meios de avaliar os testes realizados por Bruno Senna no mês passado. Mesmo sem a garantia de que terá o contrato renovado, Rubens ainda está vinculado à Honda, já que seu contrato termina apenas em 31 de dezembro.

Ainda não se sabe se Barrichello vai continuar ou não com a equipe. E a comparação dos testes pode fazer a diferença na escolha da Honda. Uma das possibilidades é que Rubens seja mantido como titular ao lado de Jenson Button e Senna fique como piloto de testes.

Outra opção seria a contratação de Senna para correr o próximo mundial, enquanto Barrichello teria que procurar outro time ou deixar a Fórmula 1. A melhor marca de Bruno Senna em Jerez foi 1min21s676.

Santa Catarina

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

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Volvo inicia demissões entre as montadoras do Brasil

Fábrica localizada em Curitiba (PR) cortou 430 empregados.
Multinacional sueca fabrica apenas caminhões em território nacional.

A Volvo do Brasil demitiu segunda-feria (1º) 430 empregados da fábrica que possui em Curitiba (PR), sendo 250 temporários e 180 efetivos. Uma das áreas mais atingidas foi a de produção de caminhões, que estava com dois turnos de trabalho desde agosto e voltará a ter apenas um turno. O segmento de cabines também perdeu um turno e, em vez de três, passará a trabalhar com duas equipes. Na divisão de blocos de motor serão mantidos três turnos de produção e na de ônibus, a menos afetada, as encomendas serão atendidas em um turno, como já acontecia.


Diversos anúncios de férias coletivas foram feitos nas últimas semanas pelas montadoras de veículos instaladas no país, mas a Volvo foi a primeira a demitir. Na sexta-feira (28) a multinacional sueca já havia dispensado 102 empregados da unidade que possui em Pederneiras (SP), onde faz equipamentos de construção.

A direção da empresa não falou sobre o assunto, apenas informou por meio da assessoria de imprensa que as razões das demissões são o desaquecimento do mercado interno de caminhões, somado à diminuição das vendas na Europa (para onde exporta cabines) e nos Estados Unidos (para onde envia blocos de motor). A unidade brasileira é fornecedora global de componentes, mas as exportações diminuíram.


Na semana passada, a diretoria da Volvo fez reuniões para tratar do ajuste da produção para os próximos meses. Além das demissões, ela decidiu ampliar o período de férias coletivas de 20 para 50 dias para os empregados que atuam na linha de produção de blocos de motor, de 20 para 30 dias para os que são da área de caminhões pesados e de 10 para 20 dias para os que são da divisão de semi-pesados. Os outros trabalhadores passarão 10 dias em casa no período de festas de fim de ano, como sempre acontece na montadora.


De acordo com a empresa, não estão previstas novas demissões, embora os cenários estejam mudando com rapidez. No início de novembro, a Volvo previa redução de 10% do mercado brasileiro de caminhões para 2009, mas atualmente fala em queda de cerca de 20% nas vendas. No caso de Pederneiras, as exportações respondiam por 70% do que saía da unidade e, como as encomendas foram reduzidas, a produção será 30% menor em 2009 e os embarques externos somarão 55% do total. A fábrica paulista contava com 700 empregados e passará a ter 598. Em Curitiba, a Volvo chegou a contar com pouco mais de 2,8 mil trabalhadores, mas vai encerrar o ano com 2.410, apenas 17 a mais que os 2.393 de dezembro de 2007.


O vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, Nelson Silva de Souza, que também é funcionário da Volvo, ficou sabendo sobre as demissões ontem pela manhã. De acordo com ele, não há muito a ser feito, já que outras montadoras de veículos também já tiveram de adotar férias coletivas no Estado, como Volkswagen e Renault. Ele ainda teme pelo que vai acontecer no futuro. "A manutenção de pessoal vai depender do que acontecer no primeiro trimestre de 2009" , disse.


O presidente do Sindimetal, sindicato patronal, Roberto Karam, comentou que a decisão da Volvo foi o primeiro sintoma do que vem pela frente. "Gostaria de estar errado" , afirmou ele, que estima que cerca de cinco mil pessoas da indústria metal-mecânica na região de Curitiba podem perder os empregos nos próximos meses. "O que vai acontecer na volta das férias?"

(Valor OnLine)

Álcool combustível segue vantajoso em 17 estados

Preço do álcool caiu em 11 estados, destaque para Bahia e Maranhão.
Gasolina é mais vantajosa no Amapá, Roraima, Pará, Paraíba e Amazonas.

O álcool combustível permanece competitivo no tanque dos carros flex em 17 Estados, de acordo com dados da Agência Nacional de Petróleo, referentes à semana terminada em 28 de novembro. A vantagem é calculada considerando que a potência energética do motor a álcool é de 70% dos motores à gasolina. O número de Estados em que o álcool permanece competitivo é o mesmo registrado na semana anterior. A gasolina segue vantajosa em 10 Estados.


Segundo o levantamento, os Estados onde a vantagem do etanol é mais significativa são Mato Grosso, São Paulo, Paraná, Espírito Santo, Tocantins, Bahia, Mato Grosso do Sul e Pernambuco. A gasolina continua mais vantajosa principalmente no Amapá, Roraima, Pará, Paraíba e Amazonas.


Na semana terminada em 28 de novembro, o preço médio do álcool caiu em 11 Estados, e subiu em 16 Estados em relação à semana anterior. As maiores quedas foram registradas na Bahia (-1,33%), Maranhão (-1,17%) e Sergipe (-1,02%). As maiores altas foram registradas em Mato Grosso (4,23%), Rondônia (0,99%) e Amapá (0,89%).


De acordo com Plínio Nastari, da Datagro, se todos os usuários de carros flex seguissem a relação de competitividade, hoje cerca de 87% da frota de flex estaria utilizando etanol.