quarta-feira, 14 de julho de 2010

BMW M3 completa 25 anos

Série esportiva do modelo já está na quarta geração

De todos os carros desenvolvidos pela divisão Motorsport da BMW, o mais consagrado é o M3, que completa 25 anos em agosto deste ano. Lançado em 1985, após a marca, para tristeza de muitos, ter encerrado a produção do lendário M1, a versão esportiva baseada no então Série 3 da geração E30 chegou para suprir a necessidade da fabricante em ter mais carros de alta performance. Nesta época, a marca tinha apenas o M5, que havia sido lançado a menos de um ano e ainda engatinhava no mundo da alta potência.

A história do M3 começa na segunda geração do Série 3, que adotou o motor quatro cilindros 2.3 litros 16V, capaz de funcionar acima dos 8.000 rpm para gerar 200 cv. Mas isso era apenas o começo. Em 1988, a divisão M criou um novo sistema de escape para o carro, aumentando sua potência para 215 cv. No ano seguinte foi a vez de aumentar o propulsor, que passou a ser um 2.5 de 238 km/h. Dados da marca apontam que o carro, nesta última versão, acelerava de 0 a 100 km/h em menos de 7s0 e ultrapassava os 230 km/h.

Nascia aí um carro e tanto para a época. Para divulgar ainda mais seu produto, a BMW colocou o M3 na disputa da DTM, campeonato alemão de carros de turismo, um dos mais tradicionais do gênero no cenário automobilístico mundial. O modelo também teve sua eficiência comprovada em provas de longa duração, como os enduros de 24 horas de Le Mans e Nürburgring, além de testar a capacidade todo-terreno do esportivo no extinto e temido grupo N WRC, categoria sem limitações do Campeonato Mundial de Rali.

O M3 E30, produzido até 1992, teve 18.000 unidades produzidas, a maioria vendida na Europa e Estados Unidos. Deste total, exatos 786 exemplares foram fabricados com a carroceria conversível, que foi também o primeiro carro com capota retrátil a passar pelo fino trato da Motorsport. Porém, já era hora de substituir as linhas quadradas dos anos 80 pelas novidades estéticas que apareciam na década de 90, em especial as criadas por Chris Bangle, que acabará de estrear no comando do design da BMW.

A primeira criação do desenhista norte-americano na BMW foi justamente o Série 3 E36, em 1992. No mesmo ano, a marca presenteou seus fãs com a segunda geração do M3, que ficará ainda mais potente e esportivo. Foi-se o motor quatro cilindros e veio desta vez um bloco seis cilindros em linha, no começo um 3.0 l de 286 cv e, em 1994, o 3.2 l de 321 cv. Essa segunda versão, inclusive, foi o primeiro carro da BMW com mais de 100 cv/l, mostrando o avanço da marca na eficiência de seus motores. Como comparação, o motor 1.0 Fire Evo do novo Fiat Uno tem uma relação de potência específica de 75 cv/l.

E também foi outro grande sucesso. Lançado primeiro nas versões cupê e conversível, o modelo, em 1995, apareceu também na opção sedã, aumentando ainda mais o mercado do M3. A evolução do desempenho não ficou para trás. Segundo a BMW, o M3 E36, em suas diferentes versões de motorização, cumpria o 0 a 100 km/h em menos de 6s0, quando não muito próximo a marca dos 5s0. Sua velocidade máxima era de 250 km/h, limitada eletronicamente. Fabricando na Alemanha e nos EUA, o segundo M3 saiu de linha em 1999 tendo somado pouco mais de 71.000 unidades produzidas.

Chegava a hora do M3 mudar novamente, mas antes disso a série repousou por 2 anos. Com o lançamento do Série 3 E46, com visual mais moderno e adequado para os novos padrões de desenho do início do século XXI, a terceira geração do esportivo chegou em 2001 com visual totalmente reformulado, mas mantendo a mesma alma. Por baixo do capô foi mantido o mesmo bloco 3.2, mas desta vez revisto para gerar 342 cv. Outro grande salto foi a opção do câmbio semi-automático SMG de alto de desempenho, antes oferecido apenas a versão GT3 de competição da geração anterior.

Surgia neste carro um potencial rival a altura do Porsche 911 Carrera. Com motor e transmissão mais avançados, o carro partia da imobilidade aos 100 km/h em 4s8 (na versão com câmbio SMG) e só parava de acelerar quando o ponteiro acusava 250 km/h, novamente limitado pela central eletrônica do veículo. Outra versão famosa foi a CSL (Coupé Sport Lightweight), que pesava 110 kg a menos e dispunha de mais de 17 cv. Foi justamente este modelo que consolidou o M3 como um grande esportivo.

Em 2006, com novamente mais de 70.000 M3 emplacados, a terceira geração é descontinuada abrindo espaço para um M3 ainda mais poderoso e vistoso. Surgia, em 2008, a partir da quinta geração do Série 3, o M3 E90, um esportivo agora com motor 4.0 V8 e vigorosos 420 cv. Não só o motor inédito, o modelo também adotou, na versão cupê (E92), teto de fibra de fibra de carbono, o que melhorou ainda mais o centro de gravidade do carro, e, por consequência, seu desempenho curvas, além da redução de peso proporcionada por esse tipo de material.

A performance, como já era de se esperar, continuava surpreendendo. Na versão com câmbio manual, a BMW afirma que o M3 E92 atinge os três dígitos do ponteiro em apenas 4s2 e a máxima é 250 km/h. Mas é possível ir além. A versão fora-de-série GTS, mais leve e com interior simplificado, tem câmbio de dupla embreagem, o primeiro da BMW, e carroceria reforçada para desbravar territórios nunca explorados por um modelo da série.

Em 25 anos, o M3 se tornou o esportivo símbolo da divisão M da BMW, criando uma legião de fãs por todo mundo e conquistando importantes títulos em variadas competições. Para o futuro, que traz junto suas necessidades ecologicamente sustentáveis, o modelo deve mudar mais uma vez e voltar a surpreender novamente como cada uma de suas gerações fizeram em suas épocas. Vida a longa ao M3! (Carro Online).

 

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