quinta-feira, 26 de junho de 2008

Carro-conceito não tem limpador de pára-brisas graças à nanotecnologia

Os carros-conceito sempre trazem novidades tecnológicas, algumas apenas para o futuro e outras já prontas, viáveis tecnicamente mas não economicamente. Outras, porém, parecem já prontas para chegar ao mercado.


Sem limpador de pára-brisas - A principal novidade do Fioravanti Hidra, apresentado no Salão de Genebra, pode passar despercebida ao visitante menos atento: ele não possui limpadores de pára-brisas.


E graças à nanotecnologia, que permitiu a criação de um revestimento especial que, aliado à aerodinâmica do veículo, não deixa que nenhum tipo de sujeita, e nem mesmo a chuva mais forte, atrapalhe a visão do motorista.



Vidro em quatro camadas - O pára-brisas nanotecnológico é feito com um vidro especial com quatro tratamentos superficiais que alteram suas características em nível molecular. A camada mais externa, que entra em contato com o ar, é feita de dióxido de titânio. Além de servir como filtro solar, seu principal efeito é tornar o vidro hidrofóbico, ou seja, capaz de repelir a água.


Circuito elétrico transparente - A segunda camada opera nas extremidades do vidro, expulsando a poeira acumulada à medida em que o vento retira o pó que cai sobre toda a área do pára-brisas. Os eletrodos são ativos, agindo eletrostaticamente a partir da ativação pelos sensores instalados na terceira camada.


Por último, a quarta camada é na verdade um circuito elétrico transparente, capaz de conduzir a energia necessária para alimentar os sensores da terceira camada e ativar a segunda.

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